"Nossa força revolucionária está ponta para um combate de grandes proporções e responderá sem titubear ao mínimo movimento para interceptar nosso satélite de fins pacíficos", afirma o Exército através da agência de notícias oficial local KCNA.
" Nossa força revolucionária responderá sem titubear ao mínimo movimento para interceptar nosso satélite de fins pacíficos "
O Exército também criticou o Japão por se comportar da pior maneira perante o lançamento e voltou a advertir que responderá com ações militares contra os sistemas de interceptação japoneses caso tentem derrubar o foguete.
A Coreia do Norte reiterou também que o desenvolvimento pacífico de uma corrida espacial é um direito legítimo de qualquer país soberano e que o lançamento tem como objetivo a prosperidade do regime.
A agência de notícias sul-coreana informou nesta quinta-feira que a Coreia do Norte enviou um esquadrão de caças para uma base aérea próxima à costa leste do país, onde está sendo preparado o lançamento do foguete.
Fontes do governo sul-coreano não-identificadas, citadas pela Yonhap, afirmam que o envio dos aviões parece estar destinado a responder aos movimentos do Japão para interceptar o foguete norte-coreano.
Tóquio ordenou na semana passada a seu Exército que destrua o foguete norte-coreano caso o lançamento falhe e suas partes caiam em território japonês.
Por precaução, o Japão ordenou a mobilização de três navios e de baterias antimísseis ao redor de Tóquio. Os EUA também deixaram de prontidão dois navios com interceptadores de mísseis na base naval de Busan, na Coreia do Sul. A Coreia do Norte advertiu, no entanto, que qualquer interceptação de seu foguete será interpretada como um ato de guerra.
A rede de televisão CNN informou que a Coreia do Norte começou a abastecer com combustível o foguete , citando uma fonte militar de alta patente dos EUA. Especialistas dizem que, com isso, o foguete está pronto para ser lançado dentro de três a quatro dias
A Coreia do Sul, o Japão e os Estados Unidos consideram que o lançamento na verdade disfarça um teste com o míssil de longo alcance Taepodong-2, o que violaria sanções da ONU em vigor desde um teste anterior, em 2006. As três nações acordaram uma "colaboração próxima" caso realmente ocorra o teste. Pyongyang diz que seu objetivo é colocar em órbita um satélite de comunicações, com fins pacíficos. ( A crise com a Coreia do Norte em imagens ).
Japão e EUA reforçam cooperação em caso de foguete norte-coreano Japão pode estender sanções se Coreia do Norte lançar fogueteO governo do Japão poderá prorrogar as sanções à Coreia do Norte, que terminam no próximo dia 13 de abril, por mais um ano mais, caso Pyongyang realmente não recue no lançamento do foguete.
Parlamento do Japão exige à Coreia do Norte que não lance um míssil de longo alcanceO Japão tem atualmente em vigor sanções econômicas contra o regime da Coreia do Norte prorrogadas a cada seis meses e que foram impostas desde o teste nuclear feito por Pyongang em outubro de 2006. Entre outras coisas, as sanções proíbem a importação de produtos norte-coreanos pelo Japão, assim como as exportações de muitos itens japoneses à Coreia do Norte. As restrições também impedem a entrada no Japão de cidadãos da Coreia do Norte, com exceção dos que residam no país, e a exportação de bens de luxo ao regime comunista.
A Coreia do Norte também advertiu, na quarta-feira, que derrubará qualquer avião espião americano que sobrevoe seu território para vigiar o lançamento do satélite .
"Se os mafiosos imperialistas americanos ousarem fazer espionagem aérea, interferindo em nossos preparativos para o lançamento de um satélite com propósitos pacíficos, nossas forças revolucionárias os derrubarão", informou a rádio oficial do regime comunista, citada pela agência de notícias sul-coreana Yonhap.
Trata-se de uma ameaça incomum contra as atividades aéreas de reconhecimento dos aviões espiões americanos e sul-coreanos que sobrevoam de forma rotineira a Coreia do Norte, como indica a agência Yonhap. Segundo o governo de Pyongyang, EUA e Coreia do Sul já fizeram pelo menos 190 missões de espionagem aérea sobre seu território.
Para analistas, foguete leva satélite, não míssilMas após analisar imagens tomadas por um satélite comercial, e divulgadas pela imprensa internacional na segunda-feira, autoridades de defesa dos EUA disseram acreditar que o foguete que a Coreia do Norte promete lançar na semana que vem carrega mesmo um satélite , como vem afirmando o governo de Pyongyang, e não um míssil de longo alcance Taepodong-2.
Segundo os analistas, que falaram sob anonimato, as imagens do foguete revelam uma ponta em forma de bulbo, o que caracterizaria o lançamento de satélites militares e comerciais em diversos programas espaciais, como os de EUA, Rússia, China e Europa. Sanções da ONU impedem Pyongyang de fazer testes com mísseis, mas o regime comunista alega ter direito a um programa espacial pacífico.
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essa matéria foi retirada do do saite o globo 02/04/2009.
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