O programa Conexões Urbanas, do canal a cabo Multishow, exibe hoje o programa sobre a homofobia e no país e vai a fundo na questão. Trata também as segregações sociais brasileiras. O apresentador José Júnior visita os representantes da ONG Conexão G, no Complexo da Maré no Rio de Janeiro.
Com a indagação “Como é ser gay na periferia”, ele mostra desde jovens lésbicas, gays e travestis. A proposta do programa é levantar iniciativas para diminuir o preconceito e a violência a homossexuais em lugares carentes.
Uma das entrevistas é com o travesti Letícia Barbosa, 26, que fala do drama de não ser o que gostaria de ser. Como não consegue arruar emprego “digno”, como diz, precisa se prostituir, e de alguns casos de crime contra os travestis que fazem ponto.
Numa linguagem franca, José Júnior questiona se é mito os clientes dos travestis fazerem o papel ativo na relação sexual, numa proporção de oito a cada dez. O programa mostra também os simpatizantes que aderiram a causa do grupo em prol de políticas públicas para o segmento LGBT.
O adolescente gay Mauro Lima, vice-presidente do Conexão G, assumido para a família, demonstra ainda a discriminação velada dentro de casa. Segundo Mauro, a família aceita com restrições. Segundo ele, se tiver alguma festa de família ela não pode levar o namorado por uma questão de respeito.
“Para eles, estou desrespeitando. Nós, apesar de sermos gays, temos que respeitar o espaço do hétero, mas até que ponto quem afronta quem? Se somos nós que afrontamos essa sociedade hétero ou essa sociedade hétero que dricrimina a gente?”, questiona Mauro. A socióloga ativista e lésbica Sílvia Ramos entremeia as demais entrevistas com sua posição pessoal e analítica. Ela foi casada por duas vezes com homens, e vive há 18 anos com sua companheira.
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